
(19/7/2005)
Choraria por ti minha dor
Cantar-te-ia meus versos
Em mil refrões
Caso eu não estivesse acorrentado
Em meus sólidos grilhões
Ah , meu amado
Quisera tanto saber o porque
De não conseguir expurgá-lo
De minha mente doentia
E meu pesado coração
Não sei , até então
Porque não conseguia ver aos outros
Com os mesmos olhos que a ti vejo
Alguns serviram , alguns me amaram.
Quantas lágrimas verti por teu amor?
Nem sei.
E delas , nada soubeste
Pois ainda possuo meu vão orgulho
Que de nada me serve
A não ser para trazer mais lágrimas
Dize-me ;
Pra quê tudo isto?
Pena é por não notares
Que eu ainda existo
Um olhar apenas , peço
Saibas da minha dor
Pois não a sentiste.
Não irás mais saber de mim
Por ela , ou outros.
Sumirei de teu mundo
Que costumava chamar de “meu”
Vãos pensamentos
Vãs palavras dadas
Já que nada sou
E nada serei
Grão de poeira que o vento sopra
Gota d’água que em teu ralo escorre
Consolo dos miseráveis
Maldizer de biltres.
JP Di Carlo.
No comments:
Post a Comment