Sunday, March 18, 2007

O Corte.


14/3/2007

Feliz por ter muito

Do nada,do não

Estou frente à mesa

A olhar algo

Apenas por costume

Estou atravessando por algo sem preço

Fico cada vez melhor

E nem estou apaixonado

Pode ser então que eu esteja livre

Ou apenas sem me questionar a respeito

Vejo rostos ao meu redor

Pergunto o que querem

Nada rogam,

Senão por meus ouvidos

Estou feliz por estar

Tendo essa boa conversa

Falar do trivial

Nada de intimidade

Cansei de abrir o que agora é lacrado

Fechei os segredos num roto vestido

Mudei meus caminhos

Tenho uma nova saída

Estou cada vez mais do outro lado

Não penso no inevitável

Pois não tenho televisão

Apenas minhas coisas de papel

Que penso,giro,rodopio

Através da velha cortina de rendas

Que um dia tentei rasgar com sangue

Sangue meu,a muitos cortes

E hoje,nada dou

A não ser bocejos

Da infâmia que é tão farta

Nas ruas da cidade

Conversas sem nexo

Controvérsias sem sexo.

O corte.

Jp Di Carlo.

1 comment:

Nielsen Amaral said...

ndeliciosamente exposto, mas os cortes nunca me causaram dor e sim alívio, quando me corto esqueço!