
14/3/2007
Feliz por ter muito
Do nada,do não
Estou frente à mesa
A olhar algo
Apenas por costume
Estou atravessando por algo sem preço
Fico cada vez melhor
E nem estou apaixonado
Pode ser então que eu esteja livre
Ou apenas sem me questionar a respeito
Vejo rostos ao meu redor
Pergunto o que querem
Nada rogam,
Senão por meus ouvidos
Estou feliz por estar
Tendo essa boa conversa
Falar do trivial
Nada de intimidade
Cansei de abrir o que agora é lacrado
Fechei os segredos num roto vestido
Mudei meus caminhos
Tenho uma nova saída
Estou cada vez mais do outro lado
Não penso no inevitável
Pois não tenho televisão
Apenas minhas coisas de papel
Que penso,giro,rodopio
Através da velha cortina de rendas
Que um dia tentei rasgar com sangue
Sangue meu,a muitos cortes
E hoje,nada dou
A não ser bocejos
Da infâmia que é tão farta
Nas ruas da cidade
Conversas sem nexo
Controvérsias sem sexo.
O corte.
1 comment:
ndeliciosamente exposto, mas os cortes nunca me causaram dor e sim alívio, quando me corto esqueço!
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