Friday, April 11, 2008

Batalha de menino.


Um dia tive medo de escuro,

Noutro, pensei que era tudo apenas ilusão,

Hoje, acho que devo ter certeza;

De que sempre estarei em meio a perguntas.

Vezes obsoletas,

Vezes apenas solidão;

Nada afirmo, nada pergunto,

Sobre o que houve há dias atrás;

Olhos se encontraram e bocas foram além,

Tudo girou.

E agora sou eu, que penso, giro, rodopio;

A respeito de minhas verdades;

Se foste tu, eu,

Ou quem sabe até, nós dois;

Os meros amantes dos bares da cidade;

Seja ela baixa ou não,

Nessa vida nova que tanto me assusta.

Hoje paro e penso

Penso como os outros,

E quem sabe também como os poucos;

Que em minha vida vi passar.

e o que será da vida que tanto busco,

Mais beijos, amores e maus presságios?

Disso nada sei;

A não ser que cá estou...acho.

Mas sim, penso em ti;

Desde saudades que teus beijos me trazem,

Até a tristeza do meu erro;

Não entendo o porque deste meu feito,

Mas sei que não há perdão;

Fui insensato, burro.

Mereço o zeros dos zeros.

Mas não sei o que mais dizer,

Se dessa vida sou iniciante.

Mas saibas,belo moço,

Teus beijos, guardei

Num espaço um tanto ferido;

Este peito frio que por ti bate algo

Seja suor que vez ou outra desce,

Até mesmo os batuques das músicas que ouço tanto.

Sinto que estou sozinho,

Sei que estou triste.

Mas úma dúvida é certeza;

A ti pertenço,meu caro moço,

Dos bares,

Da vida;

Essa nova vida.




JP Di Carlo. (03/04/2008)



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