
Às sombras tuas que não vejo,
Deixo alguns beijos ao alento;
pra talvez iluminar tua noite escura.
Passos e mais passos,
Que eu não posso ver.
Apenas sinto,
Como cada respirar do meu cigarro,
E quem sabe, meus sons de nunca além.
Faço um passeio pela dor;
Do afeto passado há pouco,
Até a ti, o novo;
Alguém que sinto em mim,
Mesmo nada tendo feito para salvar.
O que será de mim, meu belo anjo,
Se apenas fui satanás a ti?
Quis te encantar, ser alguém,
E esqueci quem eu sou;
Daí, lembrei;
Sou o ex, o maridinho,
Que daquela casa de miséria tanto cuidou.
Pergunto a ti, ser querido;
Quem sou eu para ti?
Confesso ter medo, assombros,
Do que poderia ter me tornado se fosse de outra forma.
Mas hoje não, pois a mim te mostraste;
Poético, belo e insano;
As combinações que tanto me fascinam.
Sim, eu;
O que sente na escuridão tanta segurança.
Seus olhos estiveram em mim, disso lembro,
Noites de mês passado;
Tua vida, que me apaixonou,
E continuo seguro nessa escuridão.
Quero a ti, poucos quis.
Serias carma de nome?
Sinceramente, penso que não.
Eu que fui o canalha,
Que por medo de verdades,
Acabou por te perder.
Meu moço, sempre serás;
Daqueles loucos beijos,
E nossas noites de cigarros e tosse.
Beijos a ti deixo,
E às tuas sombras, também.
Desse triste poeta que sonha outra vez,
Sejam teus beijos nessas noites loucas,
Sejam nossas risadas pela noite que segue.
JP Di Carlo. (11/04/2008)
1 comment:
Paixões inacabadas e amores perdidos são sempre uma ótima inspiração.
Ainda vamos prosear muito, mateando aí em POA.
Abraços, amigo.
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